domingo, 26 de outubro de 2008

A VERDADE

Carlos Drummond de Andrade

A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade,
E a sua segunda metade
Voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis não coincidiam verdade...
Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta,
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual
a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela
E carecia optar.
Cada um optou conforme
Seu capricho,
sua ilusão,
sua miopia.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

NO CULPES A NADIE

Nunca te quejes de nadie, ni de nada, porque fundamentalmente tu has hecho lo que querías en tu vida. Acepta la dificultad de edificarte a ti mismo y el valor de empezar corrigiéndote.

El triunfo del verdadero hombre surge de las cenizas de su error. Nunca te quejes de tu soledad o de tu suerte, enfréntala con valor y acéptala. De una manera u otra es el resultado de tus actos y prueba que tu siempre has de ganar.

No te amargues de tu propio fracaso ni se lo cargues a otro, acéptate ahora o seguirás justificándote como un niño.

Recuerda que cualquier momento es bueno para comenzar y que ninguno es tan terrible para claudicar. No olvides que la causa de tu presente es tu pasado así como la causa de tu futuro será tu presente. Aprende de los audaces, de los fuertes, de quien no acepta situaciones, de quien vivirá a pesar de todo, piensa menos en tus problemas y más en tu trabajo y tus problemas sin eliminarlos morirán. Aprende a nacer desde el dolor y a ser más grande que el más grande de los obstáculos, mírate en el espejo de ti mismo y serás libre y fuerte y dejarás de ser un títere de las circunstancias porque tu mismo eres tu destino.

Levántate y mira el sol por las mañanas y respira la luz del amanecer. Tú eres parte de la fuerza de tu vida, ahora despiértate, lucha, camina, decídete y triunfarás en la vida; nunca pienses en la suerte, porque la suerte es: el pretexto de los fracasados.

Pablo Neruda.

LO FATAL


Ruben Darío

Dichoso el árbol, que es apenas sensitivo,
y más la piedra dura porque ésa ya no siente,
pues no hay dolor más grande que el dolor de ser vivo
ni mayor pesadumbre que la vida consciente.

Ser, y no saber nada, y ser sin rumbo cierto,
y el temor de haber sido y un futuro terror...
¡Y el espanto seguro de estar mañana muerto,
y sufrir por la vida y por la sombra y por

lo que no conocemos y apenas sospechamos,
y la carne que tienta con sus frescos racimos,
y la tumba que aguarda con sus fúnebres ramos
y no saber adónde vamos,
ni de dónde venimos!...

sábado, 27 de setembro de 2008

OS DRAGÕES NÃO CONHECEM O PARAÍSO

Certo dia uma amiga me disse o seguinte: “Não fique evitando o ferrão; afaste-se das abelhas”. Tempo depois, uma frase de Mário da Silva Brito veio se juntar a essa: “De vez em quando a gente precisa sacudir a árvore das amizades para caírem os frutos podres”.
Passamos por muitos problemas pela vida. Muitas decepções. Há uma outra frase que diz “não precisaríamos trocar sempre de amigos se compreendêssemos que nossos velhos amigos mudam.” Eu concordo. Há amigos que lavaremos para o resto da vida, pessoas queridas que aquecem nosso coração. Eu tenho a sorte de ter, pelo menos, cinco desses amigos especiais. Porém, a idéia de frutos podres na árvore da amizade ou de pessoas que te ferroam também é verdadeira.
Existem pessoas que não suportam a si mesmas. Que vê as relações como uma forma de obter vantagem. Que, por medo de enfrentar suas dificuldades e falta de esforço para superar os obstáculos sozinhos, preferem viver à sombra de outras pessoas e se irritam com aqueles que conseguem caminhar por si só. Dificuldades todos nós temos. O problema não é ter dificuldades, o problema é não assumir isso e, ao invés de encará-las, descontarmos nos outros nossas frustrações, apontando o dedo e encontrando defeitos em pessoas que não tem e não querem ter nada a ver conosco.
Pobre das pessoas que não conseguem conquistar a amizade de alguém com seu carisma, com sua bondade. Pobre das pessoas que não tem amigos e, sim, colaboradores. Colaboradores que são conquistados através da falsidade, da fofoca, da desunião, ou, como diria minha avó, “da picuinha feita por lavadeiras em beira de rio. Tudo isso piora quando a vítima dessa fofoca nunca fez mal a esse desocupado, ou pior ainda, quando a vítima via essa pessoa como uma de suas melhores amigas. Pobre das pessoas que não conseguem correr atrás de suas próprias conquistas, pobres das pessoas que faz mal aos próprios amigos. Pobres daqueles que deixam seu próprio ego cegar os seus olhos. Pobres daqueles que não conhecerem a felicidade de estar em paz consigo mesmo.
Pobres daqueles que plantam injustiça, pois colherão solidão.

domingo, 14 de setembro de 2008

Veinte poemas de amor y una canción desesperada

Poema 12
Para mi corazón basta tu pecho,
para tu libertad bastan mis alas.
Desde mi boca llegará hasta el cielo
lo que estaba dormido sobre tu alma.
Es en ti la ilusión de cada día.
Llegas como el rocío a las corolas.
Socavas el horizonte con tu ausencia.
Eternamente en fuga como la ola.
He dicho que cantabas en el viento
como los pinos y como los mástiles.
Como ellos eres alta y taciturna.
Y entristeces de pronto como un viaje.
Acogedora como un viejo camino.
Te pueblan ecos y voces nostálgicas.
Yo desperté y a veces emigran y huyen
pájaros que dormían en tu alma.
Pablo Neruda