quinta-feira, 7 de maio de 2026

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 "Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!”


Caio Fernando Abreu

sábado, 4 de fevereiro de 2023

É VOCÊ QUEM VEJO...

 " Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo; aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim. É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias. É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena. É para já que preciso contar as descobertas, alisar seu peito, preparar uma massa, sentir seus cílios. Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar. Não negue, apareça. Seja forte. Porque é preciso coragem para me arriscar num futuro incerto. Não posso esperar. Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma que só sabe viver presentes. Sem esperas, sem amarras, sem receios, sem cobertas, sem sentido, sem passados. É preciso que você venha nesse exato momento. Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos e chocolates. Apague minhas interrogações.

 
Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

"...vai reduzir as ilusões a pó!"


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Quer provar?

 

Eu sei amar. Mas não sei fugir. Por isso, não tente me parar. Não me peça para não ir. Não me diga para tomar cuidado, eu não sei amar mais ou menos. Quando eu decido, eu vou. Me entrego, me arrisco, me corto, me estrepo, azar meu, sorte minha que nasci assim: vim ao mundo para sentir. Meu coração se esgarça, a vida se desfaz, me embolo em mim mesma, dou nó. E daí? A vida é minha. O amor é meu. Me dou de bandeja pra quem eu quiser. Você aí quer? Quer mesmo? Então leva. Mas leva tudo. Leva e não devolve. Só devolve se eu pedir. Amor não tem garantia, mas tem devolução. Pode começar do nada, pode acabar de repente, pode não ter fim. Mas tem sempre o meio. Amor tem gosto de pele, língua e segredo. Amor tem gosto de cobertas, descobertas e travesseiro. Você imagina quantas meninas existem em mim? Toda mulher é uma surpresa, uma torta mil-folhas, um bombom diferente em um lindo papel celofane. Quer provar? Eu posso acordar doce, ficar amarga e até dormir ácida sem você perceber. Mas eu quero que você perceba. Eu quero que você se alimente do que há de melhor e pior em mim. Eu quero te mostrar cada gosto, te misturar, te revirar o estômago, te virar do avesso, jogar a receita fora. (Nada de banho-maria!). O amor não tem regras, o desejo não tem limites. Minha boca é do tamanho do meu coração.

Texto de: Fernanda Mello


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

PROCESSO EVOLUTIVO DA HUMANIDADE


Primeiro surgiu o homem nu de cabeça baixa. Deus veio num raio. Então apareceram os bichos que comiam os homens. E se fez o fogo, as especiarias, a roupa, a espada e o dever. Em seguida, se criou a filosofia que explicava como não fazer o que não devia ser feito. Então surgiram os números racionais e a História, organizando os eventos sem sentido. A fome desde sempre, das coisas e das pessoas. Foram inventados o calmante e o estimulante. E alguém apagou a luz. E cada um se vira como pode, arrancando as cascas das feridas que alcança.

Fernando Bonassi

segunda-feira, 17 de agosto de 2015


sexta-feira, 31 de julho de 2015

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS

de Markus Zusak.


 

"Eu poderia me apresentar apropriadamente, mas, na verdade, isso não é necessário. Você me conhecerá o suficiente e bem depressa, dependendo de uma gama diversificada de variáveis. Basta dizer que, em algum ponto do tempo, eu me erguerei sobre você, com toda a cordialidade possível. Sua alma estará em meus braços. Haverá uma cor pousada em meu ombro. E levarei você embora gentilmente."

quarta-feira, 8 de julho de 2015


sábado, 4 de julho de 2015

Algumas, sim! Mas só algumas.




"Algumas vidas, sim, podem caber perfeitamente nos trilhos de um bonde. São essas arrumadas, temerosas e tão tolas que supõem que os bondes chegarão em segurança a seu destino. Mas outras (sempre as mais interessantes) não cabem em trilho algum. Têm um preço, essas vidas que correm desgovernadas, à procura não de ilusórias seguranças materiais, mas daquele "ver a face de Deus" de que falava Cazuza. O preço? A rejeição social, a maldição, a marginalidade. O prêmio? Quem sabe apenas a intensidade. Chegar mais perto de Deus. E também do Diabo."


Do sempre nosso, CFA.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir



Esta noite tive um sonho com você. Sonhei que você telefonava para mim. Estranho, né? Por que você ligaria para mim? Assim, sem motivo? Pois é... mas os sonhos tem isso de bom: não possuem compromisso com a realidade. Conversamos durante um bom tempo. Falei da ioga, do trabalho e do meu nervosismo dos últimos dias. Você falou do acampamento, do trabalho e da saudade dos últimos dias. Foi um sonho doido. Sei que você começou contando da dificuldade que foi redescobrir o número do meu telefone. Uma verdadeira saga! Coisa de filme, de novela, de sonho mesmo... Sei que você disse algo sobre sentimentos que não são pesados, mas são intensos.

Mas é claro que foi sonho. Se fosse verdade, eu teria dito muito mais. Teria falado das coisas que lembro. Talvez se eu falasse que lembro já seria suficiente. Mas é que eu me lembro de muita coisa, sabe? Lembro que você balançava muito a perna enquanto falava. (Será que você ficaria balançando a perna enquanto falasse comigo ao telefone?) Lembro de café, cigarros e gripe que aparecia por causa de limão. Lembro de datas. Lembro de corações batendo ou se batendo, não sei... Lembro de frases, de risos... Havia muito risos entrecortando nossa conversa ao telefone. Alguns silêncios também.

Pensei em te ligar e te contar do sonho que tive, mas fiquei com medo de você não ter tempo para ouvir. Lembro que você não tinha tempo. Não tinha tempo para minha intensidade e, talvez, nem para a sua. Não liguei, não ligamos.

Autor desconhecido

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Eu só quero você!



Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.




Do sempre nosso, Caio F. Abreu

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

DESEJOS PARA 2015




 Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz!

Do sempre nosso, Caio Fernando Abreu
(E o último post do ano tinha que ser dele!)

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

AMAR!


Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Florbela Espanca

terça-feira, 2 de setembro de 2014

E de close em close...

Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz...
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz...

sábado, 30 de agosto de 2014

#DesseJeito


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Rumo ao hexa (SQN)

Na próxima segunda-feira, as escolas públicas retornam normalmente as suas atividades com professores desvalorizados que ganham um péssimo salário e com problemas sérios de infraestrutura e condições de ensino. Mas que bobagem, não é mesmo? Nossas humildes escolas públicas não são nada perto da magnífica Granja Comary. O importante mesmo é continuar investindo em futebol e na nossa seleção. O jogo de ontem provou que vale a pena!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Queria...

Queria que algum canto do mundo me acolhesse. E me abraçasse e dissesse que tudo bem, tudo bem de vez em quando eu perder assim a razão ou o equilíbrio. Eu queria que existisse um canto do mundo que nunca me dissesse “hey, você se expõe demais” e que me deixasse ser assim e apenas me deixasse ficar quietinha e quente quando o mundo resolvesse me magoar, porque eu sou briguenta, mas sou mais sensível que maria-mole na frigideira.

Tati Bernardi

quarta-feira, 25 de junho de 2014

MAS E SE EU TIVESSE FICADO?

"Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!”

Caio Fernando Abreu